segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A tribo

(pelos olhos de quem tão bem nos conhece)


 
Adoro esta fotografia. Nós, sem filtro. Sem poses. Perdidos em pensamentos. Colados uns aos outros, como sempre. Num acto que é mais do que amor, é uma necessidade. “Isto são vocês”, disse-me o meu amor quando estávamos a ver as fotografias de Amesterdão, este fim-de-semana. A tribo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Há coisas que só mesmo a mim

(to be continued, que eu tenho queda para o disparate)


De manhã, às pressas e no escuro, a primeira coisa que salta da gaveta são as cuecas cor-de-rosa da Hello Kitty que a minha mãe se lembrou de me mandar, sabe-se lá porquê. Nada de muito grave, não fosse dar-se o caso de ser dia de ir à medicina do trabalho. E ter de me despir. À frente de um médico que teve alguma dificuldade em conter o riso. Já disse que os belgas são pessoas muito à-vontade?

Mal chego a casa, o adolescente de serviço informa-me que os amigos aceitaram entusiasticamente a minha sugestão para irem assistir à sessão especial que o cinema aqui do burgo preparou para a estreia do novo filme do Hobbit. Três filmes seguidos de três horas cada, pela módica quantia de 14 euros. Sou uma mãe fixe, ofereci-me para os ir levar e buscar. Têm é que dormir todos cá, porque é muito tarde para voltarem para casa. Hein?! A sessão acaba às 5h15. Da manhã. Tenho a certeza absoluta de que essa indicação não constava no programa.

E, de repente, vem-me à memória aquele trecho da canção do Sérgio Godinho:

Há dias de manhã
em que um homem à tarde
não pode sair à noite
nem voltar de madrugada

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Uma pessoa nunca está preparada

(é assim uma espécie de hibernação psicológica)

 
Ontem meti-me no carro, distraída. Às tantas, reparei nuns arbustos todos brancos, na berma da estrada. E pensei que era estranho ainda haver arbustos floridos no mês de Dezembro. Um pouco mais à frente, eram umas árvores brancas. E pensei que era mesmo estranho ainda haver árvores em flor no mês de Dezembro. Amendoeiras? Depois, percebi. Era neve.

Porra, já começou.