sábado, 14 de janeiro de 2017

Winter is here

(da série “É tão bom viver nas Ardenas!”)


Anunciaram 50 centímetros de neve para este fim-de-semana, na nossa região. Penso que já não deve estar muito longe. Quando acordámos, estava assim:


Agora, está em franco crescimento. Neva sem parar há uma hora...


Sempre disse que as previsões meteorológicas na Bélgica eram francamente optimistas.


Winter is here. Definitivamente. Não é por nada, mas acho que alguém podia passar esta informação aos produtores de Game of Thrones. A sétima série, aqui, ficava pronta em 15 dias. E nós até conhecemos os proprietários do castelo mais próximo. Só falta mesmo o Jon Snow...


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Socializar, segundo o Diogo

(onde duvidamos da imagem 

que o espelho mais honesto do nosso mundo reflecte)



Ontem, o meu filho Diogo chegou da escola e encontrou-me – para não variar – à frente do computador. A traduzir, pois claro. Deu-me um beijo. Um abraço demasiado apertado. E disse-me que lhe estava a oferecer uma excelente experiência de “sociabilização”. Achei aquilo um bocado estranho. A verdade é que estou cada vez mais anti-social. Para usar uma expressão da tribo, pascalizei-me (verbo pronominal. Adquirir os hábitos do Pascal). Calculei que o filho crescido tivesse acabado de sair da aula de Ciências Sociais, a preferida. Hum… a preferida oficialmente. Acho que anda lado a lado com as Ciências, tout court. Mas não lhe fica bem dizer isto em voz alta, porque fui eu que o obriguei a escolher 6 horas por semana de Ciências. Após demoradas e extenuantes discussões. Após um despótico "É como eu digo e acabou-se". Antes a morte a admitir que a mãe tem razão, quando se tem 15 anos.

Perguntei-lhe o que queria dizer com aquilo… tendo em conta que pouco ou nada ando a contribuir, nos últimos tempos, para a sua extensíssima socialização. Lá me explicou que grande parte dos nossos hábitos sociais advém no ambiente. Da educação que recebemos. Do exemplo que temos em casa. Filhos de pessoas com diplomas universitários têm mais 50% de hipóteses de tirarem cursos superiores. E o exemplo que ele tem é este: uma mãe que se mata a trabalhar. Foi exactamente isto que o Diogo me disse. “Uma mãe que se mata a trabalhar”. Para o filho crescido, é um bom exemplo. O melhor exemplo que podia receber. Não sei se será. Tenho algumas dúvidas. Mas, depois, lembrei-me do que ele me escreveu, há uns dias: “Obrigada por fazeres sempre tudo por nós”. Talvez se ele relacionar ambas as afirmações, as coisas façam mais sentido. Espero que sim. Porque não sou uma pessoa que promova o culto do trabalho. Não sou workaholicCertamente, não gostaria de ser recordada como tal. Cultivo os meus. Apenas isso.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Alea jacta est

(onde se tenta o impossível, almejando o seu contrário)


A vantagem de nos estarmos a candidatar a um emprego por mero interesse mercantilista é que, se falhar, ficaremos igualmente felizes. Agora, vou só ali reler a extensa oferta de emprego para ver se finalmente percebo em que consiste a função. Nááá… para quê? Já li e reli aquilo tudo uma série de vezes e continuo na mesma. A leste. Literalmente, a leste. Talvez seja melhor preparar uma explicação convincente para a minha motivação. Numa das quatro línguas possíveis. Que não assente na compreensão, nem no interesse pelo dito anúncio. Principalmente, que não denuncie que me quero vender ao capital. Crescer custa.