(onde se vai sem data de regresso)
Este
ano lectivo foi muito difícil por diversos motivos. O final do ano foi
especialmente dantesco. Estou bastante contente com o desempenho dos rapazes. Na
escola e nas suas mil e uma actividades. Mas não estou satisfeita comigo
própria. Algo falhou, sinto que andei meses a tentar acompanhar o ritmo sem
conseguir. Impõe-se um período de reflexão.
Este
ano decidimos ir de férias ainda antes do final das aulas. Ambas as escolas
deram a sua autorização. Suponho que a minha cara de morta-viva deve ter
ajudado. O meu amor organizou tudo, dentro do espírito que tinha ficado acordado
no Verão passado: dar a conhecer o nosso país aos rapazes, antes de
continuarmos a mostrar-lhes mais terras longínquas. E, pela primeira vez, partir juntos
à descoberta de uma nova paisagem. A escolha foi fácil, dado que o meu amor ainda
não conhecia os Açores. Nós também não.
As
férias, este ano, querem-se "férias" no verdadeiro sentido da palavra. Ou seja, muito tempo no mesmo sítio. Tempo para ler.
Para estarmos juntos. E sozinhos também. Tempo para descansar. Não quero visitar um
sítio novo, tirar meia dúzia de fotografias e partir a correr para o próximo.
Quero estar. Mais do que ver, quero observar. Com calma, tempo e paz. Sem a obrigação de limpar a casa
e cozinhar. Enfim, férias.
Depois
de uma paragem em Lisboa para matar saudades da família e dos amigos, eis-nos, então, em São Miguel. A emissão volta dentro de momentos.