quinta-feira, 7 de julho de 2016

Dicas para viajar com adolescentes


(na senda das “dicas para viajar com bebés”, um clássico dos babyblogs)





Fernsehturm na Alexander Platz
[ escolher destinos com um toque de modernidade, que desperte a curiosidade... ]

Berliner Dom
[... com uma beleza histórica de tirar o fôlego ]

[ deixá-los descobrir a gastronomia local... as vezes que forem precisas ]

[ comprar bilhetes turísticos que permitam intercalar passeios a pé e percursos de transportes públicos... de preferência deixá-los orientarem-se sozinhos com um mapa ]

[ não declarar guerra às novas tecnologias... respirar fundo as vezes que forem precisas ]



Brandebourg Tor
[ deixá-los descobrir monumentos que andavam a namorar há muito tempo ]

[ abrir excepções quanto à comida de plástico, vá... uma única excepção ]

[ suscitar previamente a curiosidade juvenil através de filmes e/ou livros; neste caso,
a máquina Enigma que tínhamos visto no filme The Imitation Game sobre Alan Turing ]

 Spy Musem
[ intervalar as visitas culturais com museus escolhidos por eles, interactivos e coiso e tal... ]


[ insistir para experimentarem outro tipo de comidas mais exóticas ]

Checkpoint Charlie 
[ aproveitar locais históricos engraçados para dar discretas lições de história ]

[ respeitar momentos de introspecção e  necessária solidão adolescente]


[ manter o sorriso ao entrar na enésima loja de cenas geek ]

[ mostrar-lhes que também há alternativas vegetarianas ]

[ aceitar que há momentos de mau humor inexplicáveis... ]

[... que depressa dão lugar a um sorriso ]

  [ propor programas alternativos ao típico autocarro turístico, tipo cruzeiros ]

[ alimentá-los com a devida frequência, sem sequer tentar acompanhá-los ]

[ escolher alojamento com wifi, preferencialmente hotéis com... pequeno-almoço de hotel! ]


2 comentários:

  1. [em suma: exercitar a paciência e a empatia]

    É para isso que temos de passar primeiro os níveis recém-nascido, bebé, pequeno trambolho, miúdo e pré-adolescente-rezingão, não é?

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    1. Acho que acabaste de arranjar uma bela definição deste ofício, Gralha. Ser mãe é exercitar a paciência e a empatia, não? :)

      A maior diferença, na adolescência, é que sentes que estás a entrar na recta final. A tua influência na educação deles vai-se reduzindo cada vez mais, à medida que aumenta o questionamento, o desafio da autoridade, a ânsia de liberdade... Passámos todos por aquela fase em que achávamos que os nossos pais eram uns velhotes tolinhos e ultrapassados, cujas opiniões tinham de ser automaticamente refutadas com desprezo. Um dia, acredito que voltem. Mas é estranho vê-los partir, sabes? Vá... é um "estranho bom".

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