quarta-feira, 4 de março de 2015

Simplicidade

(onde se recebe uma espécie de elogio)


 
O meu amor passa por trás do computador. Espreita o blog por cima do meu ombro e desata a rir. Pergunto qual é a piada. Eu. Eu com os meus passarinhos. Eu, que não tenho vergonha de me expor desta maneira.

“Ainda te amo mais por seres assim. Por um passarinho te encher de felicidade. Por achares que isso é tão normal, que nem percebes que poucas mulheres de quase 40 anos se exporiam assim, com essa simplicidade toda. Acho que chega a ser ofensivo para certo tipo de mulheres que se querem perfeitas, que tentam espelhar vidas perfeitas, que se esforçam por tirar selfies perfeitas. Tu és verdadeiramente feliz graças a um passarinho. E não só tiras fotografias patetas, como não tens problema nenhum em mostrá-las. É de uma simplicidade tocante... e rara.”

Desde ontem que ando a matutar nisto. Acho que é mais uma simplicidade palerma, mas pronto… Vamos fazer de conta que foi uma espécie de elogio.

6 comentários:

  1. Não é uma simplicidade palerma! É uma simplicidade verdadeira, é a tua natureza!

    E eu gosto muito de pessoas verdadeiras ;)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Always be a youself.
      Unless you can be a dragon.
      Then always be a dragon...

      :)

      Eliminar
  2. Mas é um elogio, e dos grandes! Não mudes ;)

    ResponderEliminar
  3. Obrigada, Paula. Vamos fingir que sim... :)

    (Por aqui, já se adivinha a Primavera. De vez em quando, vá... Haja esperança! E por aí?)

    ResponderEliminar
  4. Olha que para quem nunca passou da adolescência (ou da juventude, vá) já há um na família, com lugar cativo. Nada de imitações...ainda por cima, com pássaros...
    Bom, em qualquer caso, houve uma evolução, pois os pássaros "de criação" que voavam e iam contra as paredes do teu quarto de criança não vinham poisar em ninguém. [Também nunca ninguém se lembrou que eles eram para apprivoiser...]

    ResponderEliminar
  5. Um dia, no Mundo Infantil, uma miúda da minha sala levou o piriquito dela para a escola. O raio do bicho era igualzinho aquele piriquito infernal que durou um século em nossa casa, mas estava "domesticado". Vinha poisar na mão dela e dava beijinhos. Acho que foi a primeira vez que me lembro de ter sentido inveja de alguém na vida. Bom, demorei para aí uns 30 anos, mas cheguei lá! :)

    ResponderEliminar